Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense
Banda Filarmónica da Música Velha atua em Castro Verde com Francisco Fanhais e João Afonso
Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Castro Verde.
COM: Francisco Fanhais, João Afonso e a banda filarmónica da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Rogério Cardoso Pires (acompanhamento à guitarra do tema “Cantar Alentejano”)
COMPOSIÇÃO E ARRANJOS: Lino Guerreiro
DIREÇÃO MUSICAL: Luís Filipe Araújo e Silva
Sinopse:
José Afonso é convidado para cantar na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense em 17 maio de 1964. No espetáculo canta pela primeira vez um poema dedicado a Catarina Eufémia, que terá sido gravado em 1971 no disco “Cantigas do Maio” com o título “Cantar Alentejano”.
Impressionado com o espírito fraterno e democrático que ali encontra, José Afonso envia, dias depois da sessão, uma carta a José da Conceição, um dos responsáveis pela sua organização, em que junta o poema “Grândola, vila morena”, dedicado à coletividade e a Grândola.
Este poema, feito canção, seria gravado em 1971 em Hérouville, num castelo-estúdio onde gravaram músicos igualmente importantes para a História da Música, como Sérgio Godinho, David Bowie, Pink Floyd, Jethro Tull, Fleetwood Mac, Cat Stevens, Iggy Pop, Elton John, Bee gees, entre outros, e publicado no disco “Cantigas do Maio”, que marca a estreia de José Mário Branco na direção musical e orquestração de trabalhos de José Afonso.
Perante a relevância estética e histórica do disco “Cantigas do Maio”, que foi considerado por críticos do semanário Se7e o Melhor Álbum de Sempre da Música Popular Portuguesa e inclui a canção “Grândola, vila morena”, utilizada como senha para o derrube da ditadura em 25 de abril de 1974, e tendo em consideração as afinidades e coincidências entre as canções que o disco integra e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, o Observatório da Canção de Protesto encomendou, no quadro das comemorações dos 50 anos sobre este disco, um espetáculo dedicado à sua interpretação integral e à partilha de histórias que envolveram a sua gravação, protagonizado pela Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, Francisco Fanhais, cantor e músico que integrou o movimento de cantores de protesto surgido na década de 60 em Portugal e participou na gravação do disco “Cantigas do Maio”, e João Afonso, um dos principais autores e intérpretes portugueses da atualidade.